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Resenha: Morte Súbita|Lola

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”Nosso tratamento Morte Súbita é assim, ou você ama ou não conhece.”

Olá vespas, devido aos comentários no post sobre O gloss reparador da lola, vim trazer um outro produto também da marca Lola Cosmetics, e esse é uma máscara super hidratante, bom vamos falar primeiro do que o produto promete, ele diz que acaba com os dias de cabelos secos e detonados, ou ”tratamento semanal e muito luxuoso para cabelos sedentos de vida”, a fórmula tem ingredientes ativos que restauram a hidratação natural dos fios, também promete força, e um cabelo facilmente desembaraçado. Na embalagem o produto indica usar com o shampoo Morte Súbita, ou seja após usar o shampoo passar a máscara para um efeito mais firme, e também recomenda o uso do Morte Súbita após a aplicação de coloração ou químicas, e deixar por 10 minutos e enxaguar.

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***A marca é totalmente vegana, e não faz testes em animais, já me ganha aí!!

”Tratamento semanal e muito luxuoso para cabelos sedentos de vida”

Bom por mais que seja um produto recomendado a usar uma vez na semana, eu em algumas semanas uso duas vezes quando vejo que meu cabelo ta mais ‘sem vida’. Após o uso dele no meu cabelo notei ele bem mais hidratado, macio e bem fácil de pentear sempre que uso o produto, notei um resultado bem bacana, e ainda quero muito testar o restante da linha Morte Súbita. Vale lembrar que o morte súbita é uma máscara de hidratação bem nutritiva então se o seu cabelo não tiver muita necessidade de uma hidratação profunda assim, talvez o resultado seja um pouco menos do que em um cabelo que esta precisando muito de hidratação.

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A embalagem como sempre tem um toque de Lola, bem divertida e recheada de mensagens legais, fora que ela é visualmente bem bonita e super reaproveitável depois, pois fica linda em todo lugar. Ela é em formato de baldinho com a tampa de encaixe, ela tem uma textura cremosinha e bem firme. O preço do produto varia, o menor que vi hoje quando pesquisei foi R$63,00, mas é um investimento que vale muito a pena.

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Resenha

Resenha: Encruzilhada

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PA.RA.í.so:sm. lugar de felicidade extrema. Página 106

Vamos falar sobre Addison Coleman, uma menina nada comum, ela possui habilidades especiais que outras pessoas não tem, cada vez que ela precisa tomar uma decisão sua habilidade permite que ela investigue o destino daquela decisão, os dois caminhos que suas decisões podem levar. Sua vida é no meio dos mentalmente desenvolvidos, ou seja aqueles que como ela possuem habilidades especiais, porém seu pai anuncia que vai embora para o mundo das pessoas normais, ou seja os que não possuem tais habilidades. A escolha de onde ela vai é somente dela, ficar com a mãe, sua melhor amiga Laila e em um lugar onde ela pode se desenvolver mais e aprender sobre suas habilidades, ou ir com o pai para perto de parentes e pessoas com quem ela tem uma ligação emocional forte.

ir.re.PA.RÁ.vel: a2g algo que nunca voltará a ser como era. Página 220

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Addison decide ver os dois destinos que a sua decisão pode levar, mas seria trapaça né? Então sua amiga Laila que possui a habilidade de apagar memórias, ou seja assim que Addison visse todo seu destino Laila iria apagar a lembrança da decisão que ela não tomasse, caso escolhesse o mundo dos normais Laila iria pagar a memória dela do Complexo onde vive sua mãe e as pessoas com habilidades. Porém Laila não consegue apagar a memória de quem leu todos os dias do destino de Addison, então fica por sua conta.

fer.ra.da: adj. pessoa do gênero feminino que precisa escolher um caminho ruim para evitar outro ainda pior. Página 284

O livro é surpreendente, primeiro porque ao vermos a sinopse imaginamos uma história meio X-men não sei, mas é bem diferente, acompanhamos a narrativa de Addison sobre o mundo do pai e o da mãe, e ficamos indecisas assim como a nossa personagem, e ao escolher um dos dois, ela não precisa ficar imaginando o que aconteceria se ela tivesse escolhido o outro, mas nos leitores sim. O livro é bem fluído e bem divertido de ler, e mais, tem uma continuação, o que será que as aventuras de Addison reservam para nós?

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Resenha: É Assim Que Acaba

”Eu me perguntei como alguém com o sorriso tão lindo poderia ter pais tão ruins.” Página 41

 ”Plantas recompensam a pessoa com base na quantidade de amor que recebem. Se for cruel ou negligenciá-las elas não te dão nada. Mas, se cuidar delas, se amá-las do jeito certo, vão te recompensar com presentes na forma de verduras, frutas ou flores.” Página 108

Nessa obra marcante CoHo nos apresenta a Lily Bloom, uma menina gentil e corajosa apesar de todas as situações ruins que ela presenciava desde cedo. No meio de sua adolescência Lily conhece Atlas, um menino sem lar, sem família que ‘se mudou’ para a casa abandonada próxima a que Lily morava, e assim que viu que aquele menino não tinha nada e nem ninguém, Lily começou a levar mochilas com comidas e roupas para o menino, e foi assim com uma atitude gentil que começou uma amizade entre eles, mas no meio dessa gentileza Lily presencia sua mãe sofrendo violência doméstica, diversas vezes, e sempre que Lily tentava defender a mãe ela explicava que não podia fazer isso, pois poderia prejudicar sua carreira se as pessoas da cidade soubessem.

”Gosto de desenhos animados que nos fazem rir, mas que também nos fazem sentir algo. Depois de hoje, acho que esse é o meu desenho animado favorito. Porque ultimamente sinto como se eu fosse me afogar, e às vezes as pessoas precisam lembrar que só devem continuar a nadar.” Página 140

Então assim seguiu muitos anos de sua vida, sua mãe sendo agredida, ameaçada, abusada e Lily sem poder fazer nada, no meio de tudo isso seu conforto era Atlas e acompanhamos cada detalhe através dos diários que ela escrevia e que jamais enviou a apresentadora Ellen DeGeneres. Agora, anos após tudo isso, Lily tem 22 anos, formada, e decide abrir uma floricultura, nesse caminho conhece Ryle, um jovem neurocirurgião, inteligente, atraente, sincero porém com um temperamento bem complicado, porém o destino vai cada vez mais juntando os dois, mas também por conta do destino algo acontece e coloca em dúvida tudo o que construiu com Ryle.

”  -Todos temos nossos limites, o que estamos dispostos a aguentar antes de arrebentarmos. Quando me casei com seu pai, eu sabia exatamente qual era meu limite. Mas aos poucos… a cada incidente… meu limite foi aumentando mais um pouco. E mais um pouco. Na primeira vez que seu pai me bateu, ele se arrependeu na mesma hora. Jurou que nunca mais aconteceria. Na segunda vez, ele ficou ainda mais arrependido. Na terceira foi mais que um golpe. Foi uma surra. E eu sempre voltava para ele. Mas na quarta vez, foi só um tapa. E, quando isso aconteceu, fiquei aliviada. Lembro que pensei ”pelo menos ele não me bateu desta vez, não foi tão ruim”. Todo incidente abala um pouco seu limite. Toda vez que você decide ficar, torna mais difícil abandoná-lo da próxima vez. Com o passar do tempo, você perde completamente seu limite de vista porque começa a pensar: ”Eu já aguentei cinco anos, então porque não mais cinco?” Página 329

”Muitas vezes, quando era mais nova, eu ficava imaginando o que a minha mãe pensava nos dias que meu pai lhe batia. Eu me perguntava como era possível ela amar um homem que a machucava. Que vivia lhe batendo. Que prometia nunca mais fazer aquilo. Mas sempre a machucava de novo.” Página 279

Esse livro me conquistou de uma forma que não posso explicar, e já posso dizer que não é pela beleza da história, esse livro trata situações reais, do dia a dia de muitas pessoas, e ele trata tudo com uma abordagem sensacional, personagens com conflitos, pensamentos, tudo desenvolvido e abordado com muito cuidado. Nós que estamos de fora dessa situação do livro, podemos nos ver revoltados, tristes mas não julgando, e essa é uma mensagem muito importante que a CoHo nos passa, não somos capazes de julgar nada desse tipo. Esse livro incomoda, e cativa, esse livro te mostra o outro lado da moeda.

”É nos dias que não estou tão forte que eu queria que minha mãe soubesse de tudo o que está acontecendo. Às vezes, tudo o que eu queria era ir até sua casa e me deitar no sofá enquanto ela põe meu cabelo atrás da orelha e diz que tudo vai ficar bem. Às vezes, até mulheres adultas precisam do consolo da mãe, só para deixar um pouco de lado a obrigação de ser forte o tempo inteiro.” Página 325

Os personagens são muito bem construídos, Lily, Allysa, Atlas, Ryle, todos com conflitos, todos aprofundados, maravilhosamente bem elaborados. Esse livro não é uma leitura fácil, quando iniciei a leitura eu soube que de alguma forma essa leitura ia mexer comigo de formas que eu não saberia explicar, e estou aqui resenhando depois de passar dias absorvendo e pensando a maneira certa de trazer a história, mas não há maneira certa, nessa obra a nossa rainha CoHo acabou comigo.

 ”Olhando por cima do ombro, observando a porta toda vez que ela abre. Será que ele acabou comigo? O medo que sinto nunca vai me abandonar?” Página 287

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Resenha: Amor em Manhattan


RECEBIDO EM PARCERIA COM A EDITORA HARLEQUIN

”Se você não teve sucesso de cara, mude de plano. -Paige” Página 55

O livro de hoje é o primeiro da série ”Para Nova York, com amor”, ao que me parece a série gira em torno de um trio de amigas bem diferentes uma da outra e cheio de aventuras bem divertidas, bom o primeiro livro nos mostra cada uma delas, Paige, ela é neutra e obcecada por controle, Eva é sonhadora e adora romances, e Frankie sempre atenta as pessoas ao seu redor e não possui um lado sonhador para romances devido a suas experiências com a mãe. O primeiro livro foca bem em Paige Walker, controle é seu sobrenome e seu trabalho é sua base, ela é muito boa no que faz na empresa, com isso acredita fortemente que terá uma promoção em breve, mas a empresa está em um corte de custos por isso ao invés da promoção, Paige recebe sua demissão juntamente com Eva e Frankie.

”Todas querem um dia de 48 horas, pois 24 não são suficientes. É isso o que vamos corrigir. Nós vamos devolver às pessoas algumas horas de seu dia.” Página 65


Paige fica sem chão, e em meio ao caos e ao seu antigo amor impossível ela recebe uma dica genial do seu príncipe desencantado, Jake que é o melhor amigo do seu irmão mais velho e sua paixão não correspondida de infância, Jake sempre viu o potencial de Paige e cada uma das amigas era muito boa em algo, então porque não serem donas da própria empresa? E é essa ideia que é o ponta pé inicial do livro, o ponto chave para o inicio de muitas aventuras dessas amigas em busca da independência e sucesso.

”Meu sonho era estar aqui, em Nova York, viver essa vida, admirar essa paisagem, ser parte disso tudo.” Página 162

Bom, recebi esse livro da editora Harlequin e amei demais, mal pude me conter para ler e me deu uma nostalgia enorme porque gosto muito desses livros leves com um toque de comédia e é claro, tudo que acontece em Nova York é lindo e dá uma ótima história, achei a leitura bem leve e fluída, li bem rapidamente e me encantei pelas personagens, ainda bem que esse é apenas o primeiro livro da série, hahaha.



Os personagens são bem carismáticos e envolventes, e a trama de inicio começa bem tranquila e já no capítulo dois você está envolta das teias de Nova York que te deixam querendo saber mais e mais da história, com certeza essa obra é de superação, independência, amor, e muita diversão.

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Resenha: 99 dias

”Ela era desse jeito, metade querosene, metade romantismo.” Página 77

Molly Barlow, traiu seu melhor amigo, seu namorado, seu amigo de infância, Patrick, e fez isso com o irmão dele, Gabe, após essa situação horrível Molly se vê em um beco sem saída afinal, o que eles fizeram foi imperdoável, então acaba desabafando com sua mãe, que é escritora, após ouvir o desabafo da filha ela se inspira e escreve um livro com a história que era um segredo das duas, a vida de Molly desmorona, ela fica sem ninguém, para fugir dessa tremenda onda de destruição que ela se encontra, Molly vai para um internato, mas ao voltar para onde tudo aconteceu no verão, Molly terá que enfrentar 99 dias até entrar na faculdade, 99 dias na cidade que a odeia, 99 dias com pessoas que farão de tudo para Molly ir embora novamente, no meio dessa espiral Molly tem que se acertar com que ela fez mal e com quem lhe fizeram mal.

Vi esse livro na manhã do dia da mulher, e quando entrei na Saraiva por curiosidade para ver as promoções me deparei com ele e resolvi levar, comecei a ler no mesmo dia e finalizei um dia depois. 99 dias é um livro meio juvenil com um toque de new adult bem leve, mas o livro não fala apenas de traição, ele nos mostra em como uma traição atinge todas as partes, incluindo que a culpa fica apenas para uma parte, como foi no caso de Molly, jamais irei defender traições, mas ambos são culpados mesmo que em partes diferentes, e na história de 99 dias, há detalhes que mudam um pouco a versão do que ocorreu.


”Mas você e eu, esse verão e para sempre? Estamos do mesmo lado.” Página 83

99 dias nos faz sentir cada personagem, cada sentimento em cada página, ele é um daqueles livros que conseguimos entrar na história e sentir cada angústia e raiva dos personagens, a obra possui vários toques de realidade, principalmente em questão do julgamento e favoritismo, já que Molly foi praticamente expulsa da cidade enquanto Gabe não foi afetado em praticamente nada, o livro possui um foco além da traição ou perdão, mas sim no encerramento das coisas, afinal como não encerrar algo e seguir em frente? todos precisavam de um encerramento, e acho que Molly voltar aonde tudo começou foi a peça chave. Porém, é claro há dificuldades, incluindo Patrick que não consegue seguir em frente mesmo com a nova namorada, conviver com a mãe onde houve uma grande quebra de confiança, e também estar apaixonada pelo motivo de tudo o que houve.

Como eu disse, os personagens são muito carismáticos, e envolventes e cada página nos faz querer mais e mais, de pouco em pouco vemos como a história envolve a traição, relacionamento abusivo, pressão, mentiras, medos e inseguranças e seu desfecho foi bem concluído, adorei a escrita da autora e mais ainda os tópicos que ela abordou em sua obra. É isso Vespas, se procuram uma leitura leve leiam esse livro!!!

”Estamos os dois quase chorando, como se finalmente tivéssemos nos destruído, finalmente devorado o outro vivo.” Página 313

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Resenha: Um de nós esta mentindo

”Algumas pessoas são tóxicas demais para viver. Simplesmente são.” Página 103

O livro de hoje tem uma pegada um pouco diferente, vamos conhecer a história de cinco jovens, cada um bem diferente um do outro porém no momento todos tem algo em comum, todos estão na detenção. Simon, o pária, é o criador de um aplicativo chamado ”Falando Nisso”, onde todos os segredos e fofocas de todos os alunos são revelados lá. Cooper, o atleta, é um tipico padrão, jogador popular, tem um relacionamento estável com Kelly, porém nem tudo é o que parece na vida de Cooper. Nate, o criminoso, é um bad boy, está em liberdade condicional é não é um cara de muitos amigos. Addy, a bella, que se resume ao seu namorado Jake, ela vive um relacionamento de constantes abusos mas fica tão dependente de Jake que se recusa a enxergar isso, e por último Bronwyn, a gênia super inteligente e focada nos estudos e no futuro, quebrar regras não está em sua rotina.

Todos eles sem nada em comum que os ligue diretamente, com exceção de todos terem sido pegos na aula com celulares que não eram deles, no momento que começam a se questionar como os celulares pararam em suas bolsas e todos acabaram na detenção, Simon tem um choque anafilático, e por mais que todos tentassem salvar sua vida, já era tarde demais.

”É uma grande reportagem: quatro alunos bonitos e famosos, todos sendo investigados por assassinato. E ninguém é o que parece.” Página 198

Após isso foi o incio de uma grande confusão e de uma mega investigação, e quem são os suspeitos da morte de Simon, os quatro jovens que alegavam não saber de nada do que aconteceu e como tudo chegou a morte de Simon. Simon possuía muito mais inimigos que amigos, mas afinal porque apenas os quatro jovens são acusados como suspeitos? quem realmente matou Simon? Quem dos quatro jovens sabe mais do que está dizendo?

Bom, o que dizer desse livro? que ele é sensacionalmente bem elaborado e muito rápido, o mistério e suspense que gira em torno da história é muito envolvente, além do livro tratar diversos assuntos bem atuais como bulliyng, drogas, traição, homossexualidade, saúde mental e outros assuntos, apesar de nenhum deles serem muito aprofundado conseguimos ver os efeitos de cada situação e de como tudo chegou aquele ponto.

”A pessoa descobre quem são seus verdadeiros amigos quando coisas assim acontecem.” Página 278

O livro não entrega nada de cara, e sim tem bastante a ver com Pretty Little Liars em alguns aspectos e um deles é nos manter atentos e curiosos na tentativa de ligar os pontos, confesso que passou pela minha cabeça quem era o assassino mas não tentei ligar muito e no final fiquei chocada pois foi uma reviravolta louca e super coerente. Leiam esse livro, quem gosta do gênero vai se amarrar de cara. Me digam o que acharam quem já leu e me digam se já estão curiosos sobre a leitura.

”Talvez minha vida não volte a ser completamente normal, mas, no fim da semana, eu começo a ter esperança de que será menos criminosa.” Página 289

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Resenha: Fale!

”Entrei no ensino médio com o corte de cabelo errado, as roupas erradas, a atitude errada. E não tenho ninguém com quem possa me sentar.
Sou Excluída.” Página 16

Melinda é uma menina comum que está no primeiro ano do ensino médio, porém ela se encontra em um momento muito frágil de sua vida, Melinda gostava de sair, tinha amigas, era uma garota de escola como qualquer outra, porém durante as férias algo aconteceu e mudou tudo na sua vida completamente. 

”O intuito de não conversar sobre aquilo, de silenciar a lembrança, é fazer com que ela vá embora. Mas não é o que acontece. Vou precisar é de uma neurocirurgia para tirá-la da cabeça.” Página 100

A vida dela foi arrasada completamente quando durante uma festa, ela chamou a polícia e com isso algumas pessoas foram presas, por conta disso ela foi vista como uma vilã responsável por acabar com a festa, os amigos que tinha ela perdeu, e passou a ser alvo constante de bullying e desprezo. Porém nem seus amigos, nem ninguém procurou saber o motivo que ela teve para ligar para a polícia.

Melinda se vê em uma situação cruel, ela não via ninguém do seu lado, suas notas caíram, e ela se fechou e se tornou incomunicável. A única coisa boa que Melinda enxergava no meio daquela crueldade foi um projeto de arte onde ela começa a liberar seus sentimentos e demônios internos, para tentar enfrentar o monstro agressor que ronda sua vida.

Essa leitura é pesada, é difícil, e podemos ver claramente como as pessoas podem ser cruéis e negligentes com o que acontece ao colega do lado, o livro é ficção, mas é o tipo de livro que pega a realidade para montar uma ficção, afinal existem várias Melindas por aí precisando falar, precisando de ajuda. Durante boa parte da narrativa Melinda não entende a violência que foi cometida contra ela, e quando entende, ela apenas quer continuar tentando esquecer. Assim como em Garotas de Vidro  a autora consegue abordar muito bem sobre a violência.

”Sou uma coelhinha de novo, escondida em pleno ar livre. Eu me senti como se tivesse um ovo na boca. Um movimento, uma palavra, e ele vai quebrar e explodir o mundo.
Estou ficando meio pirada da cabeça.” Página 139

  • O livro tem uma adaptação cinematográfica da obra, o filme recebeu o nome ‘O silêncio de Melinda’, com Kristen Stewart interpretando a nossa Melinda.
  • O livro conta com uma parte de EXTRAS, onde é possível encontrar todos os números e sites para onde você pode ligar em casos de violência.

”Minha cabeça está me matando, minha garganta está me matando, meu estômago borbulha com lixo tóxico. Só quero dormir. Um coma cairia bem. Ou uma amnésia. Qualquer coisa, só para me livrar disso, desses pensamentos, desses sussurros na minha mente. Ele estuprou minha cabeça, também?” Página 189