Resenha: Fábrica de Vespas

  • Olá pessoas, essa resenha foi feita por mim e pela Ana do blog Bela Psicose, entrem lá para verem as fotinhas maravilhosas que a Ana tirou desse livrinho louco.

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“É claro que eu estive matando coisas. Como diabos eu conseguiria cabeças e corpos para as Estacas e para o Abrigo se eu não matasse coisas? Não acontecem mortes naturais o bastante. Mas não dá pra explicar isso para as pessoas.” – pág.24

Como começar a falar sobre a Fabrica de Vespas? Simplesmente um livro que vale pelo final que tem!Narrado por Frank, temos a visão de todas suas atitudes sejam elas cruéis ou apenas ‘rotina’, muito de seus pensamentos apresentados na narrativa são desorganizados já outros vemos que são claros e organizados. Se quer uma definição bem simples de Frank: uma loucura com consciência. Ian Banks nos coloca diante de uma realidade não distante nessa narrativa, a crueldade infantil, seja nas mentiras ou nas manipulações, mostrando o lado da perversidade infantil.

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“Uma morte é sempre excitante, sempre faz com que você perceba quão vivo e vulnerável está, mas quão sortudo é. Mas a morte de alguém próximo dá uma boa desculpa para que você fique um pouco doido por um tempo, e faça coisas que de outro modo seriam indesculpáveis. Que maravilha seria agir feito um alucinado e ainda sim ganhar a simpatia de todos.” – p. 59

Frank Cauldhame de 16 anos que tem um histórico bem sinistro e adora ver vespas sendo esmagadas pelos sinos de um despertador. Ele vive com o pai Angus, que é tão excêntrico quanto o filho com sua mania de saber a medida de todos os móveis da casa e fazendo com que Frank os aprenda também. O menino tem um irmão chamado Eric que estava em uma clínica pra pessoas insanas. Digo estava,pois Eric fugiu e agora está voltando para a ilha onde o irmão e o pai vivem.

Frank tem o costume de matar determinados animais e torturar animas colecionando suas cabeças no seu Abrigo. Ele também tem a Fábrica, que você só compreenderá todo o contexto dela se ler o livro. O rapaz nunca saiu da ilha e dentro dela ele basicamente não existe, já que não possui registro de nascimento. Pois é.

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“Era tudo de propósito, claro. Pouco do que faço não é de propósito, de um jeito ou de outro.” – p. 65

Sua mente psicopata distorcida em formação proporciona ao leitor uma angústia a cada capitulo, e por mais arrastada sejam algumas partes – por exemplo quando ele dá detalhes demais em uma determinada cena que não seria tão necessário – tudo se encaixa como uma quebra-cabeças no final.

Ao longo dessa leitura, vamos conhecendo pontos importantes da história tanto de Frank quanto de Eric. Visitamos o passado em flashbacks bem pontuados pelo autor e vivemos o presente cheio de agonia em que Frank vive, sem saber quando o irmão vai surgir das cinzas. Isso não faz entender lado nenhum das atitudes dos personagens, mas ajuda o leitor a enxergar os vários lados e porque tais coisas aconteceram.

Essa leitura é um pouco pesada, não diria horrores, mas é. Os capítulos são grandes, mas eles passaram bem rápido. A história tem algumas boas reviravoltas e o final foi um grande mind-blowing. Eu via as pessoas comentando, mas nunca imaginei que seria algo do tipo.

O livro acabou sendo um favorito do ano, e trata de assuntos muito sérios. É definitivamente uma obra muito interessante e que você deveria dar uma chance.

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“Nossas vidas são símbolos. Tudo que fazemos é parte de um padrão que, pelo menos em parte, decidimos. O forte cria o seu  próprio padrão e influencia o de outras pessoas, o fraco tem seus caminhos traçados por alguém.” – p. 154

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