Resenha: A Rainha Vermelha

“Logo, o poder é a única coisa na minha cabeça, ofuscando todos os meus fantasmas e lembranças.”

“A Rainha Vermelha” se passa em um mundo onde a sociedade é completamente dividida pelo sangue, sangue prateado, e sangue vermelho,  seu sangue define seu lugar ali, os prateados são os que tem o poder, político, poder sobre o mundo e habilidades especiais, como manipular árvores, fogo, água, controle mental, invisibilidade, entre outras. No meio dessa sociedade conhecemos Mare, uma menina normal, de sangue vermelho que sobrevive e ajuda sua família com pequenos roubos. 

“O mundo é prateado, mas também cinza. Não existem o preto e o branco”

“Cal é um penhasco do qual me jogo alegremente”

Mare apenas aguarda seus 18 anos, onde será mandada para a guerra na qual ela não quer ir. Em uma manhã Mare é solicitada para ser acompanhada até o palácio, onde misteriosamente ela ganha um trabalho, assim sendo se livra de ir para a guerra, isso dá a ela uma nova perspectiva para ajudar a família de maneira legal. 

Porém em um dos eventos dos prateados Mare acaba mostrando poderes que ela não sabia que tinha, poderes que não devia ter, e mais ainda um poder único, o que para alguém de sangue vermelho isso seria impossível, a família real se vê sem saída, eles não podem mata-lá pois todos os prateados viram o que houve, então é criada uma farsa, eles mudam toda a identidade de Mare que agora é uma prateada que foi criada por vermelhos e só agora foi resgatada e acolhida pelo rei.

“Por todo o salão, as pessoas respiram, algumas pela última vez.”

Ela encontra dificuldades nessa nova vida, no novo mundo, onde até a cor da sua pele deve ser escondida, porém mais provações estão em seu caminho, provações que irão mostrar a quem ela é leal.

O livro tem uma história boa, e uma pegada diferente, mas diversas coisas são semelhantes a outras histórias (Jogos Vorazes, Divergente, Academia de Vampiros), mas ainda sim é uma leitura bem rápida e com muitas reviravoltas, fui surpreendida em diversos momentos, e confesso que antes achei uma leitura que seria bem maçante, mas na verdade achei bem rápida e já irei começar a ler o segundo. 

“Sou vermelha, não sou nada, mas ainda posso derrubar você.”

Resenha: Sereias O Segredo das Águas

“Eram sete vozes femininas, lindas e poderosas, dizia ela, porém bem diferentes umas das outras, portanto fácil de contá-las, que a chamavam e pediam que ela não demorasse.” Página 157

Nessa obra conhecemos Marina, uma mulher que tem o mesmo sonho que muitas outras: ser mãe, porem Marina não pode ter filhos, diversos médicos sempre disseram a mesma coisa, que seria impossível para ela ser mãe, porém mesmo assim ela continua com seu sonho e com a esperança de um dia ter um bebê. Seu marido, Tom, cansado de ver a esposa naquela situação com diversos tratamentos sem resultados, resolveu marcar uma viagem para o nordeste do Brasil, a viagem é única e especial, e em uma noite na praia, eles encontram uma senhora que lhe entrega uma rosa e diz para que a moça faça um pedido, Marina é claro pede para ter um bebê.

“Era possível, por meio de uma folha de jornal, perceber a aura sobrenatural que a rondava. Que não se tratava de um ser humano normal.” Página 114

Um mês apos aquela noite estranha, Marina descobre o que todos diziam ser impossível, que ela estava grávida! Porém sua gravidez é acompanhada de diversos pesadelos em que sua filha seria tirada dela por uma sereia. Quando a menina nasce ela recebe o nome de Coral pelos seus belos cabelos, e a cada dia que ela cresce sua paixão pelo mar e tudo relacionado a ele só aumenta, porém Marina não esqueceu os pesadelos que teve na gravidez e desde o nascimento da filha Marina se tornou extremamente possessiva e de forma alguma permite que a menina chegue perto do mar. O namorado de Coral vê sua bela namorada que tanto deseja conhecer o mar  cada vez mais triste por não conseguir realizar esse desejo, e resolve sem o conhecimento da família da menina levar ela para conhecer o mar, porém com isso quando Coral realiza seu desejo ela também descobre sua verdadeira natureza.

“Será esse o encantamento das sereias que, diz a lenda, ainda é mortal?” Página 95

Já li algumas obras sobre sereia, mas confesso que nenhuma delas chegou a ponto para que eu me encantasse tanto quanto a obra da Mirella, ela consegue misturar diversos temas em uma só, fora o suspense que gira em torno de toda a história e que me fez ler o livro de uma vez. Cada capítulo que eu lia eu queria mais e mais e quando acabei queria mais livros da autora e do tema, uma confissão aqui é que já li a obra três vezes, e claro super recomendo.

Resenha: Mentiras Que Confortam

“Estavam juntos há dois meses quando começou a perguntar a ele sobre suas intenções. E ela ainda fazia a mesma coisa quando ele a deixou.” Página 119

Três caminhos que não deviam ser cruzar, três histórias, três destinos definidos pelo egoísmo de um homem. Tia, se apaixonou loucamente por um homem que seria melhor se ela não tivesse o conhecido, após Tia engravidar, Nathan desaparece, deixando assim a moça com uma decisão nas mãos, ficar com o bebê sem condições alguma ou entregar para a adoção? Tia acaba entregando o bebê para a adoção. Caroline acaba adotando um bebê apenas e exclusivamente para agradar o querido marido, Caroline não está pronta para ser mãe, mas seu questionamento vem tarde demais. Juliette se considerava uma mulher de sorte e de vida perfeita, com um casamento maravilhoso, belos filhos e uma ótima carreira, até que descobre o caso do marido, ele acaba prometendo que jamais irá se repetir, e ela acredita nele.

“Tudo bem, hora de parar de me enganar.” Página 86

Algumas partes da leitura são beeeem arrastadas, porém sabe aquele tipo de livro que você precisa saber o final? Pois é, afinal tem muita coisa e muita história pra se desenrolar, o engraçado é que a trama não é nada fantasia ou algo assim, poderia ser baseado na vida de uma pessoa real, já que egoísmo temos em todos os lugares. Os capítulos alternam entre os personagens até eles começarem a se envolver e aí começa um novo conflito.

“Se você abrir mão do seu bebê, também pode abrir mão das suas pernas, pois vai se sentir uma aleijada.” Página 37

Resenha: Em Águas Sombrias

”Há quem diga que essas mulheres deixaram algo de si na água, outros, que a água retém parte do poder de cada uma, pois desde então tem atraído para suas margens as desventuradas, as desesperadas, as infelizes, as perdidas. Elas vêm aqui para nadar com suas irmãs.” Página 44

A resenha de hoje é sobre o livro ‘Em Águas Sombrias’, na obra vamos conhecer o ‘Poço dos Afogamentos’, na obra tudo acaba sendo ligado a esse poço/rio, porém a história parte da morte/suicídio de Nel, que foi encontrada no poço, que também era o que se baseava o livro que ela escrevia onde contava a história de mulheres afogadas do poço que é o mesmo onde ela é encontrada, a suspeita é suicídio e até mesmo sua filha tem certeza que sua mãe escolheu deixa-lá, a história também mostra os acontecimentos de dois meses antes quando uma adolescente é encontrada também no poço, Katie, e a suspeita também era suicídio, por conta das duas mortes e uma outra anos antes, a policia decide investigar a fundo a ligação dessas mortes, e das pessoas envolvidas.

”Minha língua estava amarrada com algas, e minha boca, cheia de lama. Eu queria contar a ela, queria dizer: Eu me lembro dele. Eu sei do que ele é capaz.” Página 110

 

”Os cabelos estavam grudados no rosto, a pele estava cinza, os lábios azuis. Estava morta.” Página 227

O livro é dividido em quatro partes e tem dez narradores, isso mesmo, dez narradores com diferentes visões e opiniões, confesso que essa parte foi a mais interessante e ao mesmo tempo a mais cansativa, pois isso requer uma atenção redobrada, o livro em si pede muito uma atenção aos detalhes, demorei muito para concluir a leitura e empaquei no meio, porém do meio pro final ela fluiu melhor, os personagens são bem trabalhados e construídos e são o tipo de personagens que ou você começa amando e termina odiando ou ao contrário, no final gostei sim da obra mas esperava mais, o final me deixou meio ‘cade?’, ficou um final aberto porém acho que com essa obra e o desenvolvimento que teve não poderia ser diferente.

”Eu achava que estupro fosse uma coisa que um homem mau fazia com você, um homem que pulava em cima de você num beco no meio da noite, um homem com uma faca na sua garganta. Eu não achava que garotos fizessem isso. Não meninos como Robbie, não garotos bonitos, os que namoram a menina mais bonita da cidade. Não achei que fizessem isso com você dentro da sala da sua casa, não achei que conversassem sobre isso com você logo depois e perguntassem se você havia gostado. Eu só achei que devia ter feito alguma coisa de errado, que não tinha deixado claro o suficiente que não queria.” Página 312

Resenha: Querido e Devotado Dexter

“Há noite em que o passageiro das trevas precisa sair para brincar. É como levar o cão para passear. Podem-se ignorar os latidos e os arranhões na porta por algum tempo, mas cedo ou tarde o animal precisa sair à rua.” Página 15

Esse é o segundo livro da série Dexter, nesse volume nosso amado serial killer terá suas habilidades manipuladoras em teste já que o sargento Doakes acha seus comportamentos estranhos e desconfia que Dexter esconde um segredo terrível, Dexter só tem uma saída, continuar vestindo sua roupa de bom moço que tem uma vida normal ao lado na namorada Rita e os filhos dela, Astor e Cody o que dificulta o seu lado serial killer e deixa seu passageiro das trevas(sombrio) insatisfeito. Nesse volume um novo assassino espalha horror pelas ruas de Miami buscando vingança contra pessoas que não o ajudaram quando ele precisou, e entre esses alvos alguns são da polícia, suas vítimas são encontradas mutiladas, sem braços, pernas, língua, lábios, e outras partes porem são deixadas vivas agonizando, as cenas de crime são deixadas cuidadosamente limpas mesmo com o horror encontrado ali . Dexter fica em um beco sem saída quando sua irmã precisa de sua ajuda, com Doakes em sua cola, e seu passageiro das trevas(sombrio) que está curioso e fascinado a respeito do próximo alvo em vista.

“Por que não? Podia sumir algumas horas felizes – levando o celular, é claro, porque não seria irresponsável. Mas por que não tirar vantagem da noite enluarada sem Doakes e escapar na brisa noturna. ” Página 147

No segundo livro temos coisas que são diferentes do que foi mostrado na série, eu gostei bastante da escrita da autora e fora o fato da criação do personagem Dexter Morgan que foi algo maravilhosamente trabalhado, a cenas em momento algum perdem a tensão, mesmo a história sendo de algum jeito mórbida ela tem suas partes de humor e conflitos, essa é uma leitura indispensável se você assim como eu viu a série ou gosta do tema, que a propósito foi muito bem abordado pela autora.

A série de livros original é composta por sete livros,  recentemente um último foi lançado pela autora. A série de tv tem oito deliciosas temporadas, disponível na netflix.

Resenha: O Guia Oficial de House

“House arrombou minha gaveta e roubou meu receituário? Claro que sim. Se ele não fez isso, ele não é House. Conheço ele.” Página 320

Nesse guia acompanhamos detalhes da série, curiosidades, análises dos personagens, mostrando tudo que acontece nos bastidores, e a maneira como o show é produzido desde maquiagem e cenários até o roteiro. Quem acompanhava a série e ama até hoje o médico mais querido da tv esse guia é um prato cheio, o guia acompanha de entrevistas, cada passo para se chegar a conclusão de cada episódio, cada detalhe trabalhado minuciosamente para a nossa felicidade. A gente do lado de cá quando assiste uma série e pensa o que tem por trás, como chegam naquele episódio, como tudo aquilo começou, e no caso da série House as vezes ficava  pensando nos casos médicos abordados, como pensaram naquilo etc, e é algo que tem que existir alguma veracidade e para realizar cada episódio existem médicos auxiliando os roteiristas o que é bem legal e até óbvio (mas eu não tinha pensado nisso hahaha ), mesmo casos raros não podem surgir do nada, precisam ter algum histórico real. Para ser melhor ainda o guia é repleto de fotos dos bastidores, diversas frases, e com o prefácio escrito pelo nosso maravilhoso Hugh Laurie (House).

“Em minha cabeça Wilson é uma pessoa muito mais doente que House.” Página 337

“Nunca pensei que House tivesse um coração de ouro. Isso não significa que não gosto dele. Até o amo.”  -Hugh Laurie

Resenha: O Demonologista

“Um especialista em demônios que acredita que o mal é uma invenção humana.” Página 19

Ei você, a resenha de hoje é uma obra que já tinha lido a um tempinho e jurava que já tinha feito resenha mas aqui vai: na obra O Demonologista temos a história do professor David Ullman, especialista em mitologia e narrativa religiosa, tudo segue normalmente na vida de David, incluindo seus problemas conjugais e problemas de depressão, ou melancolia, até que ele recebe a visita de uma mulher estranha, muito pálida e magra e com ela vem a proposta que irá mudar a vida do professor, que consiste em ir para Veneza com tudo pago para investigar um caso incomum, um fenômeno, de inicio David fica com suspeitas e em dúvida mas acaba indo e leva consigo sua filha Tess, ao chegar em Veneza e ir checar os detalhes do caso ele vê coisas que não acreditava, e após isso seu pesadelo vira realidade, sua filha é levada pelo inominável.

“Não é a aparência de uma coisa que a torna má.” Pagina 140

“Você se dá uma justificativa, e matar se torna muito fácil.” Página 236

A leitura é um pouco arrastada, e algumas partes tem diálogos como em roteiro de filme, porém o suspense e mistério que gira em torno de pai e filha me fez querer prosseguir a leitura e confesso que valeu a pena, o livro aborda diversos temas e tem muitas citações do livro “Paraíso Perdido” que complementaram em muito a jornada de David, e bom se você esperava algo cheio de terror, vamos com calma a obra é mais um thriller psicológico, e outra confissão que tenho a fazer é sobre o final, ficou um final aberto e creio que por mais que esperasse algo diferente o final dado se encaixou muito bem.

“Está vindo atrás dele do mesmo jeito. Como esta vindo atrás de mim.” Página 265